Construção naval,

Emergindo da crise

Após décadas de retração, a construção naval voltou a crescer e atingiu, em agosto de 2008, a marca de 40 mil postos de trabalho, mesmo patamar da década de 70. O Sindicato dos Operários Navais do Rio de Janeiro (SON-RJ) conta hoje com cerca de 500 associados. Mas há 45 anos, no início de 1964 – poucos meses antes do golpe militar –, mais de 20 mil carpinteiros, soldadores, caldeireiros, entre outras ocupações, engrossavam o quadro de sócios daquela instituição, o que a posicionava, ao lado de sindicatos como os dos ferroviários e siderúrgicos, no cerne do sindicalismo nacional.

Nos tempos em que as reformas de base eram assunto cotidiano, o presidente João Goulart reconhecia a importância política do Sindicato como ator nas negociações por direitos trabalhistas, reunindo-se com seus líderes em diversas ocasiões. Em 1963, quando a sustentação do governo Jango começava a deteriorar, o SON encabeçava um dos 172 movimentos grevistas daquele ano. Não é de surpreender que a ditadura tenha concentrado naquele sindicato um dos primeiros e mais violentos focos repressivos.

Os operários da construção naval de Niterói e São Gonçalo, onde se concentra desde aquela época a maior parte dos estaleiros no Estado do Rio, foram uns dos que mais sofreram com a repressão militar.

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