Lesbos, pedaço de terra cercado de solidariedade por todos os lados

A solidariedade é, com certeza, um dos sentimentos mais nobres do ser humano. Mas quando vem acompanhada do anonimato, ganha contorno especial. Nos últimos tempos, os moradores de Skala Sikamineas, um lugarejo na ilha de Lesbos, na Grécia, se habituaram a receber centenas de refugiados que chegam ao litoral fugindo da miséria e da guerra.

Vêm de todos os cantos, principalmente da Síria, onde Estados Unidos e Rússia travam uma disputa diplomática absurda e se omitem diante de uma guerra que já causou a morte de mais de 470 mil pessoas, quase a população de Niterói. Os números foram citados pelo jornal britânico The Guardian, com base nos dados do Centro Sírio para Pesquisa Política.

A praia, frequentada por turistas, está abarrotada de coletes salva-vidas abandonados pelos que conseguem chegar com vida à ilha. Num dos naufrágios os 153 moradores do lugar se revezaram no salvamento de 60 refugiados. Deram-lhes comida, abrigo e roupas quentes. O pescador Stratis Valamius desabafou: “Estamos pescando pessoas e não peixes”.

Estão sendo indicados para o Prêmio Nobel da Paz. Gente anônima, simples, que tenta atenuar o sofrimento uma vez que os detentores do poder não conseguem fazê-lo há cinco anos.

O documentário “Ode a Lesbos”, produzido pela destilaria John Walkers, oferece um retrato deste exemplo de solidariedade. Vale a pena conferir.

 

 

por João Batista de Abreu

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