Quem Somos

O início

O trabalho começou no segundo semestre de 2004, com a disciplina “Técnicas de Redação”, ministrada pelo professor João Batista de Abreu. Na ocasião, a imprensa veiculou supostas fotos da tortura sofrida pelo jornalista Vladimir Herzog – morto em 25 de outubro de 1975, nas dependências do DOI-CODI de São Paulo.

Com a repercussão das imagens divulgadas, o professor propôs que os alunos produzissem reportagens sobre o impacto deste assassinato na vida dos entrevistados e como cada um deles vivenciou a época de repressão militar. O objetivo era “dar voz aos anônimos”, ou como disse João Batista, “recuperar um episódio de nossa História 30 anos depois, a partir de relatos de pessoas que viveram aquele momento. Não celebridades, autoridades ou intelectuais, mas gente comum, que às vezes desempenha o papel de protagonista, mas quase sempre consta nos créditos apenas como figurante.

O livro

No início de 2006, diante da concreta possibilidade de reunir as reportagens em uma publicação, apoiada pela Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos da UFF (PROAC), os dois primeiros bolsistas do projeto encararam a tarefa de revisar e organizar os 11 textos, o que resultou em uma singela compilação, o livro-reportagem ”AFASTA DE MIM ESTE CALE-SE – Um Encontro de Memórias e Histórias sobre o Regime Militar”, que contém ainda uma matéria especial sobre memória e silêncio.

Em 11 de maio, o evento de lançamento do livro representou também a apresentação do projeto de extensão AFASTA DE MIM ESTE CALE-SE. No mesmo dia, seguiu-se um debate com Mauricio Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Victoria Grabois, integrante do Grupo Tortura Nunca Mais, e os professores da UFF Theodoro Barros e João Batista de Abreu. Um anúncio importante marcou aquela data: a publicação da portaria nº 35.041, assinada pelo reitor Cícero Mauro Fialho Rodrigues, que autoriza o Núcleo de Documentação da UFF a liberar o acesso aos documentos referentes ao período da ditadura militar.

O projeto

AFASTA DE MIM ESTE CALE-SE é um projeto apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense (Proex). Coordenado pelo professor João Batista de Abreu, este projeto de extensão é elaborado e desenvolvido por estudantes e docentes do curso de Jornalismo, como uma estratégia de comunicação voltada à defesa dos direitos humanos.

Com este trabalho, buscamos estender para a sociedade a discussão sobre os direitos humanos, que muitas vezes permanece restrito ao meio acadêmico, ao universo de organizações especializadas e ao das próprias vítimas. Além disso, queremos construir uma ponte entre passado e presente. A idéia é trazer o debate para os dias de hoje, promovendo, através do fazer jornalístico, uma troca de informações com a sociedade civil organizada, entidades, pesquisadores, profissionais especializados e mesmo com as próprias vítimas da violação dos direitos humanos.

Esperamos que este diálogo se oponha ao silêncio dos anos de censura e à atual exclusão e marginalização de alguns indivíduos e grupos socais. O livro e o projeto AFASTA DE MIM ESTE CALE-SE deverão contribuir para que os “esquecimentos” de um passado recente dêem lugar à informação, denúncia e, principalmente, a novos discursos e práticas.

Como afastar o Cale-se?

O projeto AFASTA DE MIM ESTE CALE-SE prevê a distribuição do livro em escolas da rede pública, sua exposição em nosso site – através do arquivo em *PDF – e em outros espaços virtuais.

Além disso, esta página da internet é a porta que abrimos para a veiculação de entrevistas, produções acadêmicas relacionadas ao tema e contribuições espontâneas daqueles que quiserem apresentar seus depoimentos a respeito da violação dos direitos humanos. Se você, leitor, quiser opinar, sugerir, criticar ou ser nosso parceiro, entre em contato conosco.

Esperamos que este diálogo se oponha ao silêncio dos anos de censura e à atual exclusão e marginalização de alguns indivíduos e grupos socais. O livro e o projeto AFASTA DE MIM ESTE CALE-SE deverão contribuir para que os “esquecimentos” de um passado recente dêem lugar à informação, denúncia e, principalmente, a novos discursos e práticas.

Equipe

Coordenador: João Batista de Abreu
Professor do curso de Jornalismo da UFF

João Pedro Soares e Rebeca Letieri
Estudantes do curso de Jornalismo da UFF

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